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Espaço reservado para divulgação de artigos e publicações relacionados a área de infra-estrutura.
A Infra-Estrutura de Transporte Rodoviário e o Desenvolvimento Social e Econômico de Santa Catarina
10/01/2008
Por suas características geomorfológicas, de desenvolvimento econômico e peculiaridades de ocupação do território, o Estado de Santa Catarina tem suas atividades sócio-econômicas fortemente dependentes da infra-estrutura de transporte rodoviário.
Estas características levaram o Estado a investir, a partir de 2003, sistemática e continuadamente não só na implantação e pavimentação de novas rodovias, mas também, e de forma cada vez mais intensiva, na reabilitação de rodovias degradadas pelo intenso uso, na sua operação e no melhorando das condições de segurança para seus usuários, além dos investimentos na conservação de rotina e cuidados ambientais cada vez mais exigentes.
A política de investimentos em Infra-Estrutura, baseada no programa de DESCENTRALIZAÇÃO das decisões e ações do Governo do Estado, se traduz em números bastante significativos, implementados na ampliação e qualidade do sistema rodoviário estadual, no projeto de acesso pavimentado a todos os municípios, além de aeroportos, estradas, avenidas e ruas por toda Santa Catarina.
Mas o que impressiona de verdade não são as metas físicas alcançadas, mas sim o desenvolvimento social e econômico do Estado, onde o asfalto é a matéria prima que pavimenta a prosperidade, leva negócios adiante e mantém o catarinense vinculado as suas origens.
As rodovias sustentam o modelo de desenvolvimento catarinense, baseado em pequenas e médias empresas e organizado em pólos econômicos e políticos regionais, com características e vocações próprias, em contraponto ao modelo centralizador que originou as caóticas metrópoles. A infra-estrutura rodoviária consolida a ocupação equilibrada do território catarinense, permitindo um crescimento descentralizado que fortalece a economia regional. Vale lembrar que a capital, Florianópolis, não é a maior cidade de Santa Catarina e que nenhum município catarinense reúne mais de 10% da população total do Estado.
São as boas condições de acessibilidade a todas as regiões que garantem, também, a boa distribuição dos benefícios do progresso.
Um levantamento sobre o Índice de Desenvolvimento Humano nas 33 Regiões Metropolitanas reconhecidas pelo IBGE, elaborado a partir de uma parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fundação João Pinheiro, de Minas Gerais, mostra que as três primeiras Regiões Metropolitanas colocadas no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) ficam em Santa Catarina. Na relação das 100 maiores cidades brasileiras com melhor IDH, 27 – mais de um quarto do total – estão em Santa Catarina.
A infra-estrutura de transporte rodoviário implantada e melhorada viabilizou não somente a realização das atividades econômicas de interesse regional e estadual, mas também – e principalmente – a efetiva integração territorial, social e econômica de Santa Catarina como um estado consolidado.
Engº. Romualdo T. de França Jr.
Presidente do DEINFRA